O Colégio Valsassina, de Lisboa, é o grande vencedor do Prémio Atlântico Júnior 2024/2025, uma parceria entre a FLAD e a Ciência Viva. Os três alunos, orientados pelo professor Pedro Jorge, desenvolveram um ecranoplano, uma aeronave que combina características de navios e aviões, desenhada para voar a baixa altitude sobre a água ou a terra, aproveitando o efeito solo gerado pela proximidade à água/solo.
A equipa – composta por Miguel Pinéu, Hugo Bizarro e João Castro – vence a edição de 2024/2025 do Prémio Atlântico Júnior com o projeto Waverider. Os vencedores vão receber 2 mil euros sob a forma de equipamentos e materiais tecnológicos, e uma viagem a Boston, nos Estados Unidos, onde terão oportunidade de conhecer locais e instituições de interesse científico.
O projeto envolve a construção de um ecranoplano, uma aeronave que combina características de navios e aviões, desenhada para voar a baixa altitude sobre a água ou a terra, aproveitando o efeito solo gerado precisamente pela proximidade à água/solo. Com este projeto pretendem explorar as vantagens e potenciais utilizações deste tipo de aeronaves, uma vez que a crescente preocupação com o impacto ambiental dos transportes e a necessidade de soluções mais sustentáveis motivam a busca por alternativas eficientes e inovadoras.
Em 2º lugar, ficou a equipa da Escola Secundária da Maia com o Clea. O projeto propõe uma solução inovadora para reduzir a poluição plástica no setor dos cosméticos, desenvolvendo cápsulas biodegradáveis e hidrossolúveis de gel de banho. Produzidas com alginato de sódio, um biopolímero derivado de algas marinhas, as cápsulas oferecem uma dose única do produto, eliminando a necessidade de embalagens plásticas e promovendo um consumo mais sustentável. O gel é formulado com ingredientes naturais, livres de sulfatos, parabenos e microplásticos, garantindo segurança para a pele e o meio ambiente. A equipa é composta por Isabel Soares Oliveira, Maria Cardoso Toga, Nuno Teixeira Aroso e Vasco Teixeira Cardoso, e a orientação da professora Isabel Allen.
Em 3.º lugar, ex aequo, foram escolhidas duas: a Escola B+S Bispo D. Manuel Ferreira com o projeto Resíduos de bananeira por um futuro mais sustentável, uma continuidade de um trabalho iniciado em 2017 e que se tem desenvolvido até aos dias de hoje, no qual são exploradas as potencialidades dos resíduos de bananeira, atendendo à abundância desta cultura na ilha da Madeira. Deste modo, pretendem testar o potencial de biofiltros na biofiltração do ar, construindo um protótipo a partir da reutilização de materiais, propondo uma alternativa sustentável aos filtros comerciais de eletrodomésticos, como aspiradores; e o Agrupamento de Escolas de Alcanena com o Policurt, um projeto que nasceu com o objetivo de criar biopolímeros biodegradáveis a partir de resíduos da indústria de curtumes, nomeadamente hidrolisado proteico e resíduos wet vegetal, promovendo a sustentabilidade ambiental e a economia circular. O foco é a redução da poluição causada por plásticos convencionais, preservando os oceanos e protegendo os ecossistemas marinhos.
Sobre o Prémio:
O Prémio Atlântico Júnior é dirigido às escolas secundárias e profissionais de todo o país, e visa promover a cultura científica e tecnológica através da valorização do Atlântico como sistema natural e do seu papel na sustentabilidade do planeta e na sociedade. O projeto surge na sequência do FLAD Science Award Atlantic e pretende criar nos mais jovens o gosto pela tecnologia, numa perspetiva de trabalho em equipa e de aprender fazendo, dando visibilidade ao seu papel na compreensão do Atlântico e à sua importância para a sustentabilidade do planeta e para as comunidades que o rodeiam.
Este prémio distingue projetos científicos focados no Atlântico e no uso sustentável dos seus recursos. Na edição de 2024/2025, o concurso focou-se nos seguintes temas:
- Energias renováveis marinhas (Exemplo: dispositivos para aproveitar energias de ondas e marés);
- Robôs marinhos com sensores para medir variáveis como salinidade, temperatura ou pH, entre outros;
- Embarcações inovadoras (Exemplo: veículos solares telecomandados);
- Tecnologias e processos que contribuam para eliminar ou mitigar a poluição marinha;
- Biotecnologia (Exemplos: fármacos, novos produtos alimentares);
- Abordagens para a preservação da Biodiversidade.
Na apresentação final dos projetos as equipas farão uma intervenção pública de 10 minutos, uma demonstração prática do protótipo, maquete ou produto produzido e apresentação de um poster do projeto.
Aos 3 melhores projetos serão atribuídos os seguintes prémios:
- 1º lugar: viagem aos EUA e um prémio no valor de 2 000 €;
- 2º lugar: prémio no valor de 2 000 €;
- 3º lugar: prémio no valor de 1500 €;
Os valores monetários envolvidos nos prémios são atribuídos às escolas para aquisição de equipamentos e materiais necessários para o desenvolvimento de novos projetos na área tecnológica nos anos letivos seguintes, nomeadamente neste concurso.
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