Os projetos Bloom, DeepLab4, MusselUP e Os Bartolomeus foram distinguidos na 5.ª edição do Prémio Atlântico Júnior (2025-2026), uma iniciativa promovida pela FLAD, em parceria com a Ciência Viva.
O concurso desafia alunos do ensino secundário e profissional de todo o país a desenvolver soluções inovadoras para a monitorização, preservação e utilização sustentável do Atlântico, através da criação de protótipos, maquetes instrumentadas ou produtos biotecnológicos.
A classificação final desta edição foi a seguinte:
- 1.º lugar – Bloom (Colégio Ribadouro)
- 2.º lugar – DeepLab4 (Colégio São José do Ramalhão)
- 3.º lugar (ex aequo) – MusselUP (Colégio Júlio Dinis)
- 3.º lugar (ex aequo) – Os Bartolomeus (Escola Secundária de Camões)
O 1.º lugar foi conquistado pelo projeto Bloom, do Colégio Ribadouro, orientado pela professora Elsa Coimbra Santana de Oliveira e desenvolvido pelos alunos Bernardo Camisão, Francisco Marques Ribeiro e Raquel Alves Pires. O projeto apresentou uma solução para a valorização de macroalgas marinhas em excesso ou invasoras através da extração de estruvite, um retardante de combustão, contribuindo simultaneamente para a mitigação de blooms algais e para a prevenção de incêndios florestais.
O 2.º lugar foi atribuído ao DeepLab4, que desenvolveu o NAUFRI, um minissubmarino telecomandado por Wi-Fi, capaz de medir temperatura e pressão, captar imagens e recolher amostras de água para posterior análise.
Já o MusselUP, distinguido com o 3.º lugar (ex aequo), propôs uma embarcação autónoma e sustentável destinada à monitorização da qualidade da água do mar através da análise comportamental de mexilhões.
Também distinguido com o 3.º lugar (ex aequo), Os Bartolomeus apresentaram uma plataforma marítima triangular que integra produção de energia renovável (eólica, solar e hídrica) com um robô marinho para monitorização ambiental e avaliação contínua da qualidade da água.
Os projetos foram avaliados por um júri constituído por investigadores e professores com reconhecida experiência nas áreas da ciência, tecnologia e ambiente, distinguindo propostas que evidenciam criatividade e potencial impacto na sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.
Além do reconhecimento pelo mérito dos projetos, os vencedores recebem prémios que apoiam o desenvolvimento de novas iniciativas na área tecnológica. O 1.º lugar é distinguido com uma viagem da equipa vencedora aos EUA e um prémio no valor de 2.000 euros. O 2.º lugar recebe um prémio de 2.000 euros e o 3.º lugar um prémio de 1.500 euros. Os montantes monetários são atribuídos às escolas sob a forma de equipamentos e materiais destinados ao desenvolvimento de novos projetos tecnológicos nos anos letivos seguintes, nomeadamente no âmbito do concurso Atlântico Júnior.
A todos os alunos, professores e escolas participantes, os nossos parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido e pelo contributo para uma maior valorização da ciência e da inovação ao serviço do oceano.
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