Na passado dia 9 de outubro lançámos o maior prémio para a investigação em Saúde Mental em Portugal para promover o desenvolvimento de soluções que melhorem a qualidade de vida das pessoas que sofrem com o impacto de perturbações mentais, e na socieidade.

Um “impacto devastador”. É assim que a Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve o efeito da pandemia no acesso aos cuidados de Saúde Mental, que necessitam de um “aumento urgente de financiamento”. Perante um novo vírus, é natural que as atenções fiquem concentradas na proteção da saúde física, mas é também evidente que este contexto de pandemia e confinamento trouxe grandes desafios ao nosso bem-estar psicológico e emocional. Tornou-se ainda mais evidente para todos nós que é decisivo valorizar a Saúde Mental e lutar contra o estigma a que as perturbações mentais estão associadas.

Há demasiado tempo que a saúde mental tem sido negligenciada. Estou muito satisfeita por a FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento) estar a direcionar os seus recursos para um prémio de investigação focado na prevenção e tratamento clínico em Saúde Mental.”Dévora Kestel, Diretora do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As Nações Unidas também reconheceram a importância do prémio lançado pela FLAD, lembrando que a recuperação da pandemia, quando vier a ocorrer, não pode deixar para trás todos aqueles que têm perturbações mensais.

“A Saúde Mental é parte essencial do nosso bem-estar e deve estar no centro da resposta e recuperação da COVID-19. Uma abordagem com base nos Direitos Humanos requer a disponibilidade, acessibilidade e aceitação de que os serviços de saúde mental são uma prioridade fundamental. Como parte dos nossos esforços de recuperação, é essencial construir e investir em serviços de saúde mental de boa qualidade a todos os níveis para apoiar a recuperação das sociedades da pandemia, e garantir que aqueles que têm perturbações de Saúde Mental não sejam deixados para trás.”Nada Al-Nashif, Alta-Comissária Adjunta para os Direitos Humanos das Nações Unidas, a propósito do lançamento do FLAD Science Award Mental Health.

Promover a investigação clínica de Saúde Mental em Portugal.

O FLAD Science Award Mental Health, maior prémio científico de Saúde Mental em Portugal, tem como objetivo apoiar projetos de investigação clínica de jovens psicólogos, psiquiatras, médicos de família, neurologistas e outros profissionais desta área em Portugal, com cooperação nos Estados Unidos.

“No campo da Saúde Mental existem diversas estruturas de investigação nos EUA com enorme prestígio a nível mundial, e que muito poderão contribuir para dois aspetos relevantes neste prémio: a qualidade científica da linha de investigação a criar, e o estabelecimento de uma relação de colaboração que é fundamental para a sustentabilidade temporal do trabalho de investigação.” – Dr. Miguel Xavier, membro do Comité Científico do FLAD Science Award Mental Health.

Mas, também contribuir para a qualidade de vida dos pacientes, numa época em que as necessidades em torno da Saúde Mental são ainda mais evidentes.

“Ao premiar projetos inovadores nesta área, queremos ajudar a promover a qualidade de vida dos pacientes e contribuir para a diminuição do impacto que as perturbações mentais têm, não só em cada pessoa, mas na sociedade.”Rita Faden, Presidente da FLAD.

Como diz a Ministra da Saúde, Marta Temido, numa mensagem de apoio ao lançamento do prémio, não há mais tempo a perder. Este trabalho deve envolver todos e tem de prosseguir.

“O Ministério da Saúde enaltece o sentido de oportunidade desta iniciativa da FLAD, pelo estímulo que vem dar à investigação científica portuguesa, numa área que é transversal a todos os setores da sociedade e absolutamente central na vida de cada um de nós. Dispor de resultados de investigação sobre as determinantes da Saúde Mental é um contributo decisivo para adequar as políticas, estratégias e planos de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da doença. Por outro lado, saúda-se a possibilidade de proporcionar a jovens profissionais que trabalham no campo da Saúde Mental o desenvolvimento de linhas de investigação autónomas, estimulando o seu crescimento como clínicos e investigadores. Esta é uma valiosa contribuição para a melhoria da Saúde Mental das populações, uma prioridade relativamente à qual não há mais tempo a perder no trabalho de políticos, dirigentes, clínicos e investigadores.” – Marta Temido, Ministra da Saúde. 

As candidaturas podem ser submetidas entre 1 e 30 de Novembro. Para mais informação clique aqui.