Notícias de Economia nos Estados Unidos

O Congresso dos Estados Unidos da América

O Congresso dos Estados Unidos da América

Negociadores dos EUA e da UE reuniram esta semana (de 2 a 6 de Fevereiro) em Bruxelas para uma nova ronda de negociações sobre o Acordo de Parceria Transatlântica. As duas partes prometeram dar passos concretos no sentido de concretizar o acordo. Esta é a newsletter semanal da FLAD, agora sobre o estado da economia nos Estados Unidos.

 

ECONOMIA DOS EUA EM DESTAQUE NUM CONTEXTO INTERNACIONAL INSTÁVEL

Enquanto a economia global continua a apresentar resultados pouco positivos, a economia norte-americana está a tornar-se numa ilha de estabilidade, em larga medida motivada pelos níveis de consumo doméstico. A economia dos EUA cresceu 2,6% no último trimestre de 2014, o que contrasta com os sinais negativos vindos de outras regiões do mundo como a Europa e a Rússia.

PARA LER MAIS: “Growth Rate Put at 2.6% as Economy Pulls Ahead” (The New York Times).

 

ECONOMIA DOS EUA PREPARA-SE PARA REGISTAR O SEU MELHOR PERÍODO EM DEZ ANOS

As previsões económicas da Casa Branca apontam para que a taxa de desemprego caia para níveis inferiores a 5% por volta do final de 2016, o que representará o valor mais baixo desde o período que precedeu a recessão. A Casa Branca prevê também que a economia irá crescer 3% em 2015 e 2016.

PARA LER MAIS: “The U.S. Economy Will Soon See Its Best Years in a Decade, Forecasters Say” (The Wall Street Journal).

 

ORÇAMENTO DE OBAMA PRETENDE ACABAR COM A AUSTERIDADE

O Presidente Barack Obama entregou o seu orçamento ao Congresso, dominado pelos republicanos, apelando a que as crescentes despesas sejam financiadas, em parte, por maiores impostos sobre os mais ricos. O orçamento inclui ainda o investimento público em infraestruturas, financiado por impostos sobre rendimentos no estrangeiro.

PARA LER MAIS: “Obama: $4 trillion budget replaces ‘mindless austerity’” (USA Today).

 

2014 FOI UM BOM ANO PARA O MERCADO LABORAL DOS EUA

Os EUA fecharam o ano de 2014 com mais um mês de forte crescimento na criação de emprego, nomeadamente com 252 mil novos postos de trabalho. O ano de 2014 tornou-se assim no melhor ano em termos de crescimento do mercado laboral desde 1999, registando uma média de 246 mil novos postos de trabalho criados por mês.

PARA LER MAIS: “U.S. economy added 252,000 jobs in December” (The Washington Post).

 

FED PODERÁ AUMENTAR TAXAS DE JURO EM MEADOS DE 2015 OU ATÉ MAIS TARDE

A Reserva Federal norte-americana anunciou que irá manter as taxas de juro a curto prazo perto do zero pelo menos até meados de 2015. As próximas semanas serão decisivas para se concluir se se deve esperar ainda mais tempo para aumentar as taxas de juro.

PARA LER MAIS: “Fed Flags Midyear Rate Hike—Or Later” (The Wall Street Journal).

 

PEDIDOS DE SUBSÍDIO DE DESEMPREGO AO NÍVEL MAIS BAIXO EM 15 ANOS

O número de norte-americanos a pedir subsídio de desemprego caiu, em Janeiro de 2015, para o nível mais baixo na última década e meia. Estes resultados indicam que a economia norte-americana está saudável e que tem tido sucesso em lidar com o fraco crescimento da economia mundial.

PARA LER MAIS: “U.S. jobless claims drop sharply to near 15-year low” (Reuters).

 

EUA FORA DO GRUPO DE DEZ PAÍSES COM MAIOR LIBERDADE ECONÓMICA

Os EUA estão posicionados no 12º lugar no ranking de liberdade económica elaborado pela Heritage Foundation. O Think Tank norte-americano usa quatro categorias para avaliar cada país no seu Índice de Liberdade Económica: o estado de direito, governo limitado, eficiência regulatória e mercados abertos.

PARA LER MAIS: “US ranks 12th in economic freedom – report” (RT).

 

ECONOMIA DOS EUA TRAZ BENEFÍCIOS PARA O CONSUMIDOR E PREJUÍZOS PARA MUITAS MULTINACIONAIS

Enquanto o consumidor norte-americano beneficia do baixo preço do petróleo, de taxas de juro quase a zero e de um dólar forte, um cada vez maior número de multinacionais norte-americanas têm sentido os efeitos negativos dessas tendências. Entre os sectores mais afectados estão as empresas petrolíferas e os bancos comerciais.

PARA LER MAIS: “U.S. Strengths Buoy Consumers but Hurt Corporations With Business Abroad” (The New York Times).

 

EUA SÃO A SEXTA ECONOMIA MAIS OPTIMISTA DO MUNDO

A economia norte-americana é a sexta mais optimista do mundo de acordo com os dados de uma sondagem realizada pelo Grant Thornton International Business Report (IBR) a mais de 2500 líderes de empresas em 34 países. As economias mais optimistas do mundo incluem a Índia, a Irlanda, a Nova Zelândia, a Austrália e o Reino Unido.

PARA LER MAIS: “United States sixth most optimistic economy as new year begins” (Business Wire).

 

AMERICANOS COM A MELHOR OPINIÃO SOBRE A ECONOMIA DOS EUA EM OITO ANOS

Um estudo realizado pela cadeia televisiva CBS concluiu que a visão dos norte-americanos sobre a economia dos EUA é a mais positiva em oito anos. De acordo com o estudo, 53% dos norte-americanos dizem que a economia está num bom estado, o que representa um aumento de 13% desde Outubro de 2014 e ainda a melhor percentagem desde Setembro de 2007.

PARA LER MAIS: “Americans’ view of the economy most positive in eight years” (CBS News).

 

OS MAIORES BENEFICIÁRIOS DA ABERTURA DA ECONOMIA CUBANA SERÃO OS AGRICULTORES DOS EUA

De acordo com o Council on Foreign Affairs, os agricultores do sudeste dos EUA poderão ser os maiores beneficiários da restauração de relações diplomáticas com Cuba. A proximidade destes agricultores com Cuba tornam as suas exportações especialmente competitivas. Os maiores ganhos poderão ir para os produtores de trigo e arroz.

PARA LER MAIS: “The winners of Cuba’s ‘new’ economy” (Fortune).

 

INVESTIDORES CONSIDERAM OS EUA MAIS ATRACTIVOS DO QUE A CHINA

Um novo estudo realizado pela PricewaterhouseCoopers concluiu que os EUA ultrapassaram a China como destino favorito de investimento entre CEOs mundiais. Os investidores mundiais parecem estar motivados pelos sinais positivos da economia norte-americana, numa altura em que o crescimento económica da China tem abrandado e os investidores estão cada vez mais pessimistas em relação ao estado da economia mundial.

PARA LER MAIS: “WEF 2015: CEOs say US more attractive to investors than China, says PwC survey” (Associated Press via The Economic Times).

 

EMPREGO NA INDÚSTRIA DE ENERGIA SOLAR APRESENTA FORTE CRESCIMENTO NOS EUA

Um estudo elaborado pela Solar Foundation concluiu que a indústria de energia solar está a criar emprego a um ritmo vinte vezes mais rápido que toda a economia norte-americana. O relatório diz que há mais de 170 mil trabalhadores na indústria, o que representa um aumento de 21,8% em relação a 2013.

PARA LER MAIS: “The solar industry is adding jobs 20 times faster than the overall U.S. economy” (United Press International).

 

DÉFICE COMERCIAL DOS EUA ATINGE NÍVEIS MAIS BAIXOS EM QUASE UM ANO

A redução dos preços do petróleo e o aumento da produção do recurso nos EUA contribuíram para que em Novembro de 2014 o défice comercial norte-americano apresentasse o valor mais baixo em onze meses. O défice comercial caiu assim 7,7% para um nível mais baixo do que o esperado por Wall Street.

PARA LER MAIS: “Slumping demand for oil sends U.S. trade gap to 11-month low” (The Wall Street Journal/Market Watch).

 

OBAMA PRETENDE TAXAR RENDIMENTOS DE EMPRESAS NORTE-AMERICANAS NO ESTRANGEIRO

O orçamento fiscal do Presidente Barack Obama para 2016 propõe um imposto de 19% sobre os rendimentos obtidos por empresas norte-americanas no estrangeiro, bem como um imposto de 14% sobre os lucros detidos no estrangeiro. O documento terá de ser no entanto aprovado pelo Congresso.

PARA LER MAIS: “Obama Plans 19% Tax on US Companies’ Foreign Earnings” (Reuters via NDTV).

 

EUA ENCERRAM MAIS EMPRESAS DO QUE AS QUE SÃO CRIADAS

Desde 2008 que empresas norte-americanas têm encerrado a um ritmo mais rápido do que estão a ser criadas, o que sugere que a sustentabilidade da recuperação da economia dos EUA possa ser mais frágil do que se pensa. Esta conclusão surge da análise de dados recolhidos por uma agência estatal dos EUA.

PARA LER MAIS: “U.S. Businesses Failing Faster Than They’re Created” (The New American).

 

EMPRESAS NOS EUA NÃO VERÃO CRESCIMENTO DOS LUCROS DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE

A queda dos preços do petróleo, a valorização do dólar e insegurança em relação ao enfraquecimento da procura global tem levado a que cada vez mais analistas considerem que as empresas com presença no Standard & Poor’s 500 não verão um crescimento nos seus rendimentos durante os primeiros três meses de 2015.

PARA LER MAIS: “Zero Profit Growth Expected For U.S. Companies In First Quarter” (Reuters via Business Insider).

 

FINANCIAMENTO EM STARTUPS EM 2014 REGISTA MAIORES NÍVEIS EM QUASE 15 ANOS

O ano de 2014 registou o maior fluxo de investimento de risco para startups norte-americanas desde 2000. Foram investidos 48,3 mil milhões de dólares em startups nos EUA apenas em 2014, valor que no entanto está ainda longe dos 105 mil milhões de dólares em 2000. O total de 2014 representou um aumento de 61% em comparação o ano interior, tendo ainda mais que duplicado o investimento em 2009.

PARA LER MAIS: “Venture Funding of U.S. Startups Last Year Was Most Since 2000” (Bloomberg).

 

VÁRIAS EMPRESAS DE PETRÓLEO E GÁS EM RISCO DE FALÊNCIA

A queda dos preços do petróleo em mais de 50% poderá resultar na falência, durante os próximos meses, de um número considerável de empresas no sector do petróleo e do gás. A redução dos preços irá colocar pressão sobre pequenas empresas e afectar as empresas especializadas em materiais como aparelhos de perfuração e de habitação temporária. A Reuters disponibiliza uma lista de empresas que apresentaram falência recentemente.

PARA LER MAIS: “Factbox: Latest U.S. bankruptcies by oil and gas companies” (Reuters).

 

EUA RECEBERAM QUASE 20 MIL MILHÕES DE DÓLARES EM INVESTIMENTO CHINÊS EM 2014

Empresas chinesas investiram um total de 17 mil milhões de dólares nos EUA durante 2014. O maior investimento resultou da venda da Motorola pela Google à chinesa Lenovo por 2,91 mil milhões de dólares. O sector preferido dessas empresas foi o imobiliário, enquanto o destino mais popular foi o estado da Califórnia.

PARA LER MAIS: “Chinese companies invested $17B in U.S. in 2014” (CCTV America).

 

EUA E UE REUNIDOS EM BRUXELAS PARA NOVA RONDA NEGOCIAL

Negociadores dos EUA e da UE reuniram esta semana (de 2 a 6 de Fevereiro) em Bruxelas para uma nova ronda de negociações sobre o Acordo de Parceria Transatlântica. As duas partes prometeram dar passos concretos no sentido de concretizar o acordo. Esta é a primeira ronda negocial desde que a nova Comissão Europeia tomou posse em Novembro.

PARA LER MAIS: “EU, US negotiators mull concrete steps for TTIP” (EurActiv).

 

JAPÃO DISPOSTO A CORTAR NAS TARIFAS SOBRE AS IMPORTAÇÕES DE PORCO DOS EUA

Durante as negociações entre os EUA e o Japão, no âmbito do Acordo de Parceira do Pacífico, o governo japonês propôs cortar, durante um período de dez anos, uma percentagem significativa das tarifas aplicadas sobre uma determinada quantidade de carne de porco oriunda dos EUA.

PARA LER MAIS: “Tokyo offers to cut tariffs on U.S. pork in TPP talks, sources say” (The Japan Times).

 

EUA PERDE PARA A CHINA ESTATUTO DE DESTINO FAVORITO DE INVESTIMENTO DIRECTO ESTRANGEIRO

Pela primeira vez desde 2003, os EUA perderam o estatuto de destino favorito de investimento directo estrangeiro para a China. De acordo com a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, durante 2014 foram investidos 128 mil milhões de dólares na China e 86 mil milhões de dólares nos EUA.

PARA LER MAIS: “China overtakes US for foreign direct investment” (BBC).

 

PRINCIPAIS EMPRESAS NOS EUA PODERÃO PERDER MILHÕES COM A CRISE NA VENEZUELA

Pelo menos 40 grandes empresas norte-americanas têm uma exposição significante à grave crise económica na Venezuela, o que poderá resultar em perdas milionárias. A General Motors e a Merck & Co Inc juntas, por exemplo, detêm 11 mil milhões de dólares em activos monetários na moeda Venezuelana.

PARA LER MAIS: “Major US companies stand to lose billions in the Venezuela economic crisis” (Reuters).

 

ALIBABA USARÁ CLASSE MÉDIA CHINESA PARA ATRAIR RETALHISTAS NORTE-AMERICANOS

A chinesa Alibaba Group Holding Ltd, a maior empresa de retalho online do mundo, pretende oferecer aos retalhistas norte-americanos novas formas de vender os seus produtos à vasta e cada vez maior classe média da China. A Alibaba, com 300 mil milhões de dólares em vendas a nível global, é vista como a maior ameaça à Amazon.

PARA LER MAIS: “Alibaba Group Holding Ltd plots major initiative for U.S. retailers to sell to China” (Reuters via Financial Post).