Notícias # 8 de Economia

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Economia norte-americana mais forte apesar do défice orçamental em Maio

 

EUA REGISTAM DÉFICE ORÇAMENTAL EM MAIO

 O governo norte-americano registou um défice orçamental de 130 mil milhões de euros. No entanto, este é inferior ao registado no período homólogo do ano passado, o que encaminha os EUA para o défice anual mais baixo dos últimos seis anos. A melhoria deste ano é o resultado de uma economia e de um mercado de trabalho mais fortes, bem como do corte da despesa por parte do governo.

PARA LER MAIS: “US records $130 billion budget deficit in May” (Associated Press via Anchorage Daily News).

PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICOS SOBEM PELO QUARTO MÊS CONSECUTIVO

 Os principais indicadores económicos dos EUA registaram em Maio, pelo quarto mês consecutivo, uma subida. Este é um sinal de que a economia está a ganhar força, após um abrandamento no início de 2014. Os indicadores subiram em média 0,5 por cento, o que representa uma evolução positiva comparativamente aos 0,3 por cento registados no mês de Abril.

 PARA LER MAIS: “Leading Economic Indicators in U.S. Rise for Fourth Month” (Bloomberg).

FMI REVÊ O CRESCIMENTO DA ECONOMIA NORTE-AMERICANA

 O Fundo Monetário Internacional (FMI) reavaliou a estimativa de crescimento da economia dos EUA, prevendo agora que seja de dois por cento, 0,7 pontos percentuais abaixo da estimativa anterior. Um Inverno árduo e uma recuperação lenta do mercado imobiliário resultaram numa contracção da economia durante os primeiros três meses de 2014.

 PARA LER MAIS: “IMF Lowers Estimate of US Economic Growth in 2014” (Associated Press via ABC News).

CRESCIMENTO URBANO ALIMENTA A ECONOMIA DOS EUA

 Um relatório elaborado pela U.S. Conference of Mayors concluiu que o rápido crescimento das áreas metropolitanas tem contribuído para a recuperação da economia norte-americana. Ainda de acordo com o relatório, no final de 2015 mais de metade das áreas metropolitanas terão reavido todos os postos de emprego perdidos durante a recessão. Em 2013, todas as áreas metropolitanas viram as suas economias, o emprego e a população crescer.

PARA LER MAIS: “Growth of cities fueling U.S. economy” (Dallas News).

 EUA RECUPERAM POSTOS DE TRABALHO PERDIDOS COM A RECESSÃO

 Durante o mês de Maio os empregadores dos EUA criaram 217 mil postos de trabalho, desta maneira resultando na recuperação dos 8,7 milhões postos de trabalho perdidos durante a recessão económica. A taxa de emprego excedeu, pela primeira vez, os níveis anteriores à recessão. Apesar da boa noticia, o emprego nos EUA mantém-se a um nível insuficiente tendo em conta o aumento populacional desde a recessão.

PARA LER MAIS: “U.S. economy regains all jobs lost in recession” (USA Today).

PEDIDOS DE SUBSÍDIO DE DESEMPREGO CAEM PARA NÍVEIS ANTERIORES A 2007

 O número de norte-americanos a pedir subsídios de desemprego caiu e está agora perto dos níveis registados antes da recessão. Durante a semana de 9 a 14 de Junho houve uma redução de seis mil pedidos. Apesar de não terem sido apurados os factores específicos que possam ter influenciado este declínio, a forte criação de emprego registada este ano terá tido um papel importante.

 PARA LER MAIS: “US weekly jobless claims fall, remain near pre-crisis lows” (Dow Jones Newswires via Business Spectator).

AUMENTOS SALARIAS NA ECONOMIA NORTE-AMERICANA

 Os salários nos EUA têm aumentado anualmente dois por cento, em linha com a inflação. Contudo, estes aumentos denotam uma grande disparidade entre diferentes indústrias. Os maiores aumentos abrangem indivíduos com especialização que trabalham num pequeno número de indústrias em crescimento, tal como as da energia, transportes, saúde e tecnologia. Por outro lado, os trabalhadores de retalho e governamentais têm tido menos sorte. 

PARA LER MAIS: “Pay rises in the growing US economy” (Associated Press via Herald Sun).

SUBIDA DO PREÇO DO PETRÓLEO PODE PARALISAR A ECONOMIA DOS EUA

 A subida dos preços do petróleo tem gerado alguma preocupação nos EUA. Segundo analistas da Morgan Stanley, uma subida temporária de 10 dólares por barril não terá impacto na economia norte-americana. No entanto, caso essa subida se torne permanente, o PIB norte-americano poderá sofrer uma queda de 0,4 por cento. A deterioração da situação no Iraque poderá levar a um aumento de 50 dólares, sendo este valor suficiente para interromper a recuperação económica norte-americana. 

PARA LER MAIS: “$50 jump in oil prices could stall U.S. economy” (The Wall Street Journal).

PRODUÇÃO INDUSTRIAL REFORÇA A ECONOMIA NORTE-AMERICANA

 A retoma da indústria transformadora no mês de Maio sugere que a economia norte-americana está a ganhar força. A retoma deve-se ao aumento do consumo de bens como automóveis e maquinaria, o que, por sua vez, resulta numa maior produção fabril. A produção industrial nos EUA aumentou 0,6 por cento em Maio, demonstrando assim uma melhoria em relação à contracção de 0,1 por cento no mês anterior.

 PARA LER MAIS: “Solid U.S. factory output bolsters economy” (Associated Press via CBS).

IMPACTO DO CIBERCRIME E ESPIONAGEM ECONÓMICA NA ECONOMIA MUNDIAL

 Um estudo elaborado pelo Center for Strategic and International Studies estima que a economia mundial perde 445 milhões de dólares todos os anos devido ao cibercrime e espionagem económica, o que equivale a quase um por cento do PIB global. O resultado deste estudo coloca o cibercrime ao nível do tráfico de droga em termos de danos causados à economia mundial.

PARA LER MAIS: “Report: Cybercrime and espionage costs $445 billion annually” (The Washington Post).

ECONOMIA DOS EUA PODERÁ SER ATINGIDA POR NOVA CRISE

 Segundo uma investigação do Levy Economics Institute, a economia norte-americana estará prestes a repetir o tipo de crescimento económico que precedeu a crise. Este crescimento, alimentado pela criação de divida, está a criar uma bolha especulativa com base no crédito ao consumo e a empresas.

PARA LER MAIS: “The coming ‘tsunami of debt’ and financial crisis in America” (The Guardian).

PARTICIPAÇÃO ESTRANGEIRA NA DÍVIDA NORTE-AMERICANA AUMENTA

O Tesouro norte-americano afirmou que as participações estrangeiras na divida norte-americana aumentaram 0,2 por cento, atingindo assim um valor recorde. Este foi o nono mês consecutivo de aumento de participações. A China, o maior comprador estrangeiro de dívida norte-americana, reduziu a sua participação em 0,7 por cento, enquanto que a do Japão, o segundo maior comprador, aumentou 0,8 por cento.

 PARA LER MAIS: “Foreign Holdings of US Treasury Debt Increase” (Associated Press via ABC News).

FÁBRICA CHINESA NOS EUA

 A Shandong Tranlin Paper Co., uma empresa chinesa de celulose e papel, anunciou um plano para investir dois mil milhões de dólares na construção da sua primeira fábrica nos EUA. A ser construída na Virgínia, espera-se que por volta de 2020 o projecto crie dois mil novos postos de trabalho.

PARA LER MAIS: “Chinese factories in America? One company inks $2 billion deal to open in Virginia” (Fortune).

FRANÇA FORÇA GE A REVER OFERTA SOBRE A ALSTOM

 O governo francês conseguiu forçar a norte-americana General Electric (GE) a rever a sua oferta de aquisição (16,9 mil milhões de dólares) sobre o negócio de energia da empresa Alstom. O governo francês anunciou ainda ter chegado a acordo para adquirir 20 por cento da empresa. A participação na empresa foi uma condição imposta pelo governo, sem a qual a oferta da empresa norte-americana não seria aceite.

PARA LER MAIS: “France claims victory in forcing GE to revise its Alstom energy bid” (Financial Times).

EUA SÃO OS QUE MAIS INVESTEM NA UE

De acordo com o Eurostat, os EUA foram o país que mais investiu na UE em 2013, com 313 mil milhões de euros, seguidos pelo Brasil, com 21 mil milhões. Os EUA são também o principal destino dos investimentos europeus, com 159 mil milhões. Por outro lado, o investimento da zona euro nos restantes países do globo foi de 324 mil milhões de euros, recebendo em retorno 299 mil milhões.

 PARA LER MAIS: “EUA foram maior investidor na UE em 2013 com 313 mil milhões de euros” (Lusa via RTP).

NORTE-AMERICANOS PENSAM INVESTIR EM PORTUGAL

 O Secretário de Estado Adjunto para Assuntos Económicos e Comerciais dos EUA, Charles Rivkin, anunciou que uma delegação de investidores de capital de risco e do sector financeiro norte-americano visitará Portugal no próximo dia 14 de Julho para “estudar oportunidades de investimento”.

 PARA LER MAIS: “Americanos estudam investimentos em Portugal” (Diário Económico).

EMPRESA NORTE-AMERICANA DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO SAI DE PORTUGAL

 A empresa norte-americana Mohave Oil, que se dedica à prospecção de petróleo e de gás, vai abandonar no final do mês as operações em Portugal depois de não ter conseguido atrair investidores. A empresa aponta a inexistência de produção de petróleo e de gás em Portugal como a principal razão que a impediu atrair investidores para continuar a operação e sustentar as elevadas necessidades de capital.

 PARA LER MAIS: “Americanos que procuravam petróleo saem de Portugal por falta de financiamento” (Diário Económico).

PRIMEIRO PARQUE EÓLICO NO MAR EM PORTUGAL

A empresa norte-americana Principle Power (PP) quer construir o primeiro parque eólico no mar em Portugal. A empresa prevê ter o parque em funcionamento a partir de 2017, em Viana do Castelo. Contudo, para consegui-lo, terá de garantir primeiro um financiamento de 100 milhões de euros. O projecto já garantiu 30 milhões de euros em fundos comunitários e 19 milhões de euros da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A EDP Renováveis será a promotora, mas não é certo que participe com capital.

 PARA LER MAIS: “Principle Power quer arrancar em 2017 com primeiro parque eólico no mar em Portugal” (Público).

MOBILIÁRIO PORTUGUÊS APOSTA NO MERCADO DOS EUA

 Segundo dados divulgados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), as exportações de mobiliário português para os EUA aumentaram 47% em 2013, tendo a quota de mercado duplicado no mesmo período. As empresas nacionais têm apostado cada vez mais no mercado norte-americano.

 PARA LER MAIS: “Portugal exportou mais 47% de mobiliário para os EUA” (Lusa via Diário de Noticias).

CORTICEIRA AMORIM PRETENDE EXPANDIR OPERAÇÕES NOS EUA

 A Corticeira Amorim, empresa líder no sector da cortiça, assegurou mais de 18 por cento das suas vendas, ou 99 milhões de euros, nos EUA e pretende crescer ainda mais. Em 2013, a empresa investiu cinco milhões de dólares numa unidade de rolhas no centro de Napa Valley, a região vinícola por excelência dos EUA. Os EUA são já o principal mercado da empresa. Sendo também o maior mercado mundial de vinho, o potencial de expansão da empresa no país é enorme.

 PARA LER MAIS: “Corticeira Amorim quer reforçar vendas nos EUA” (Diário Económico).