FLAD junta políticos luso-descendentes eleitos nos Estados Unidos com Passos Coelho, António Costa, Paulo Portas e Maria Luís Alburquerque

Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, no momento da sua intervenção inicial

Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, no momento da sua intervenção inicial

A sede da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em Lisboa, vai ser palco do Luso-American Legislators’Dialogue, uma iniciativa inédita da FLAD que junta políticos portugueses a legisladores eleitos luso-americanos para uma ampla e franca discussão sobre os desafios e, acima de tudo, oportunidades que se colocam às relações entre Portugal e EUA.

A iniciativa vai decorrer durante os próximos dias 19 e 20 de Fevereiro, na sede da FLAD em Lisboa, e contará com a presença de 12 políticos eleitos luso-americanos e membros do Governo português como o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, o presidente da AICEP Portugal Global, Miguel Frasquilho, mas também com Filipe De Botton, em representação do Presidente da República Portuguesa, entre outros importantes nomes do tecido económico e político português.

“Não é controverso dizer que a relação bilateral entre Portugal e os Estados Unidos está em fase de profunda mudança e o que estamos a tentar fazer com este encontro é contribuir que haja das duas partes, da parte dos políticos luso-americanos e também das autoridades nacionais, uma discussão franca, aberta – e que haja essa discussão para ver como melhor seguir em frente e para que haja vantagens para os dois lados”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o presidente da FLAD, Vasco Rato.

Isto numa altura em que foi anunciada a redução da presença americana na base das Lajes, na ilha Terceira (Açores), em que decorrerem as negociações da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, e em que existe um crescente interesse por parte de investidores norte-americanos no tecido empresarial português.

Para Vasco Rato, o encontro será igualmente “uma oportunidade para as pessoas se conhecerem”, acreditando que este estreitar de conhecimento – entre os políticos americanos lusodescendentes entre si e também com os representantes portugueses -, será de “maior utilidade” e poderá facilitar “contactos e discussões que invariavelmente que irão ocorrer no futuro”.

Este encontro pretende, segundo o presidente da FLAD, dar seguimento a contactos já estabelecidos no passado, indicando que o último ocorreu em junho de 2014 na embaixada portuguesa em Washington. Questionado sobre os temas que poderão suscitar mais discussão, Vasco Rato afirmou que não existe uma agenda de assuntos estipulada, antevendo, no entanto, que as questões relacionadas com a Segurança e Defesa, que passará pela recente decisão norte-americana sobre a base da Lajes, e o TTIP poderão ser os assuntos em destaque.

“São as questões do momento, mas espera-se também que a discussão não se limite só a discussões de conjuntura, mas também possa ser perspetiva, se possa falar de assuntos que nos próximos 10, 15 anos venham a ser importantes para as duas partes”, concluiu Vasco Rato.

Segundo o estudo US Census de 2010, existem cerca de 1,3 milhões de americanos de ascendência portuguesa. A maior concentração dos emigrantes e lusodescendentes encontra-se nos Estados da Califórnia, Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova Iorque, Nova Jérsia e Florida. Desde a década de 1970, foram eleitos para o Congresso norte-americano seis luso-americanos, todos do Estado da Califórnia..