Apresentação
Ruy Leitão, Sem título, 1968 (detalhe)

A colecção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento foi criada em 1986, como parte integrante da área da cultura, no âmbito dos projectos que visam o desenvolvimento económico e social em Portugal numa relação de cooperação com os Estados Unidos da América.

A colecção foi iniciada por Manuel Castro Caldas – responsável pelas aquisições entre 1986 e 2005 -, com consultoria externa do Escultor Rui Sanches e posteriormente do Pintor Manuel Costa Cabral.

Ao longo de vinte e cinco anos foi constituído um acervo que conta com cerca de 1000 obras de arte representativas de áreas da criação artística portuguesa, como desenho, pintura, escultura, gravura, fotografia, vídeo e instalação. Mais de dois terços do acervo coleccionado correspondem a obras sobre papel, sublinhando assim a importância do desenho na criação contemporânea.

A colecção de arte tem sido, até hoje, a âncora de uma série de iniciativas realizadas pela Fundação, dividindo-se entre projectos de iniciativa própria e projectos expositivos em colaboração com outras instituições culturais, tais como: a Fundação Calouste Gulbenkian, o The Drawing Center em Nova Iorque, os museus que integram a estrutura da Secretaria de Estado da Cultura (exposições nos museus de Évora e Caldas da Rainha), a Generalitat de Catalunya em Espanha, a Fundação de Serralves, a Culturgest, o Museu Nogueira da Silva da Universidade do Minho, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, o Museu do Vale do Côa e os museus sob a tutela da Direcção Regional da Cultura/Governo Regional dos Açores.

Neste âmbito, a colecção foi também o ponto de partida para o programa de apoio à deslocação a Portugal de curadores residentes nos EUA, iniciado em 1992 e que visava dar a conhecer a colecção de arte, a produção artística nacional e os seus agentes culturais. Os curadores convidados para este programa representaram algumas das mais importantes instituições norte-americanas, tais como: o Hirshorn Museum and Sculpture Garden em Washington, D.C., o Carnegie Museum of Art em Pittsburg, o MoMA e o Guggenheim Museum em Nova Iorque, ou o Museum of Contemporary Art de Chicago.

Em 1999 a Fundação Luso-Americana e a Fundação de Serralves, no Porto firmaram um protocolo para o depósito da Colecção no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Mais recentemente, em 2011, um outro protocolo foi assinado com a Direcção Regional da Cultura/Governo Regional dos Açores no sentido de promover um programa de exposições itinerantes pelos museus do arquipélago.

Desde o início da colecção, foram solicitadas obras para exposições – cerca de 300 empréstimos – contribuindo, assim, para a divulgação estudo e conhecimento da arte contemporânea portuguesa.